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segunda-feira, 29 de junho de 2020

Cidades com Leis Municipais de Câmeras de Segurança

Continuando uma série de posts com informações encontradas em pesquisas de estudo para o meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que acabou tomando um outro caminho por problemas burocráticos, e como utilizei bastante tempo para juntá-las e dar algum sentido, não acho justo apenas descartá-las ou deixar armazenadas e esquecidas em um arquivo de texto, então resolvi compartilhar.

Aqui separei alguns casos de cidades que possuem alguma lei municipal especifica sobre as câmeras de segurança, deixando bem claro que direito não é minha área de interesse, e não domino o assunto, porém as cidades possuem suas legislações e como todo cidadão temos de nos submeter, tenho apenas noções básicas do assunto, mas em todos os casos estou deixando o link para a consulta do texto da lei.

No estado de São Paulo encontrei os casos de Ribeirão Preto e  São José do Rio Preto.

No caso de Ribeirão Preto existe a lei LEI Nº 14127, DE 21/02/2018, sobre a instalação de sistemas de câmera de vídeo em escolas municipais, unidades de saúde e demais órgãos municipais.

Já em São José do Rio Preto existe a  LEI Nº 12.953 DE 09/05/2018, sobre a instalação de câmeras de monitoramento de segurança nas creches e escolas públicas municipais. E ainda encontrei um outro texto confirmando a validade da lei.

No estado do Rio de Janeiro encontrei o caso de Duque de Caxias, que infelizmente recentemente restringiu o acesso de suas leis apenas para usuários cadastrados.

Na região sul , estado do Rio Grande do Sul, especificamente em Novo Hamburgo existe a lei Nº 3126, DE 24/07/2018, que institui o Sistema Colaborativo de Segurança e Monitoramento no Município de Novo Hamburgo.

Ainda no Rio Grande do Sul, em Santa Rosa existe o Projeto de Lei Legislativo 0006/2018. que dispõe sobre a instalação de câmeras de monitoramento e segurança nas escolas da rede pública municipal e privadas no âmbito do município e dá outras providências.

Continuando na região sul, porém agora no estado do Paraná, em Cascavel tem a Lei Nº:6.090/2012 que dispõe sobre a instalação de câmeras de monitoramento nos bares, boates e casas noturnas, com capacidade minima acima de 100 pessoas e em estacionamentos particulares instalados a uma distância de até 100 metros dos estabelecimentos mencionados.

E para finalizar  em Santa Catarina, em Balneario Camboriu existe o  Projeto de Lei Ordinária N.º 172/2011, que institui o monitoramento por câmeras de segurança nas dependências e cercanias de todas as escolas da Rede Pública Municipal de Ensino de Balneário Camboriú - SC.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

III Congresso Internacional “Direitos Fundamentais e Processo Penal na Era Digital”

Auditório do primeiro andar da Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco

Organizado pelo InternetLab, o  III Congresso Internacional “Direitos Fundamentais e Processo Penal na Era Digital” aconteceu entre os dias 21-23 de agosto de 2019  na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, que por si já vale a visita, pela arquitetura antiga e vitrais.
Consegui ir apenas para assistir o assunto que me despertou maior interesse, no segundo dia, que foi o DAS CÂMERAS DE SEGURANÇA AO RECONHECIMENTO FACIAL: IMAGENS E PRODUÇÃO DE PROVAS.  

Quem iniciou a mesa, após breve apresentação da Nathalie Fragoso, foi o Emanuel Queiroz Rangel, da Defensoria Publica do Estado do Rio de Janeiro. Entre tantos assuntos abordados durante a sua fala podemos destacar:

Mesa composta por Alcides Peron, Emanuel Queiroz Rangel, Nathalie Fragoso, Diego Coletti Oliva e  Flavia Rahal

Depois foi a vez do Diego Coletti Oliva, professor na Universidade Estadual de Ponta Grossa, que comentou a sua tese de mestrado Entre Olhos Eletrônicos e Olhares Humanos, sobre o CIMEC (Centro Integrado de Monitoramento Eletrônico de Curitiba). Destacando que em 2001 Curitiba tinha apenas 14 câmeras analógicas no calçadão do centro, depois ampliou para 36 câmeras digitais em 2008, foi para 116 em 2013, depois aumentou para 175 em 2014 e atualmente tem mais de 500 câmeras.
Comentou sobre a cidade de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, que segundo ele tem 12 câmeras de monitoramento.
Além de afirmar que as 3 principais razões alegadas pelo poder público para a implantação das câmeras seriam para aumentar o poder preventivo, o poder reativo e a obtenção de provas.

Na sequência foi a vez da Flávia Rahal, advogada, professora da FGV e diretora da Innocence Project Brasil, comentou sobre testes feitos no sistema de reconhecimento facial da AWS, o Amazon Rekognition.
Afirmou que a questão da privacidade precisa voltar a ser vista, pois não existe legislação sobre o assunto.

Alcides Peron, com "Cidade sem Muros"? O sistema Detecta, empresas privadas e o governo da (in)segurança na capital 

Encerrando a mesa, foi a vez do Alcides Peron, membro do Lavits, com a apresentação  "Cidade sem Muros"? O sistema Detecta, empresas privadas e o governo da (in)segurança na capital.
Comentou sobre a história do Detecta, que foi derivado do Domain Awareness System, o DAS, da Microsoft, iniciado em agosto de 2014 , como um sistema preditivo no inicio.
Outros tópicos interessantes abordados foram:
  • Loitering
  • Cultura de controle
  • Consciência Situacional
Alem de citar os diversos programas como o City Câmeras, SP + SeguraVizinhança Solidária, entre outros. 


Exposição artística Back-End, que estava na entrada da Faculdade de Direito da USP

Em paralelo ao congresso aconteceu a exposição "Back-end: vigilância, arte e privacidade", que entre diversas intervenções apresentou também o projeto Pontos Cegos, que e um capacete com capacidade de detectar câmeras com infravermelho e mapeá-las com um arduino e GPS acoplados em um capacete.
  
E também houve o lançamento do segundo volume da coleção de Direitos Fundamentais e Processo Penal na Era Digital, que podem ser baixados gratuitamente nos links abaixo.

Direitos Fundamentais e Processo Penal na Era Digital – Doutrina e Prática em debate (vol. I)

Direitos Fundamentais e Processo Penal na Era Digital – Doutrina e Prática em debate (vol. 2)

Os demais ebooks podem ser encontrados aqui.

O evento foi filmado, porém ainda não disponibilizado, assim que eu conseguir os links dos vídeos atualizo esse texto.