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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Visita Usina Hidroelétrica Henry Borden



No dia 16 de janeiro de 2020 fui em uma visita na Usina Hidroelétrica Henry Borden, em Cubatão-SP,  desde criança perturbava meu pai, toda vez que ia pro litoral, perguntando para o que serviam aqueles canos e finalmente pude ver em detalhes.

   
Área da recepção, com quadros informativos sobre a historia da usina, de onde aguardamos o inicio da visita
O complexo Henry Borden, localizado no sopé da Serra do Mar, em Cubatão, é composto por duas usinas de alta queda (720 m), denominadas de Externa e Subterrânea, com 14 grupos de geradores acionados por turbinas Pelton, perfazendo uma capacidade instalada de 889MW (MegaWatts), para uma vazão de 157m 3 /s (metros cúbicos por segundo). Desde outubro de 1992, a operação desse sistema vem atendendo às condições estabelecidas na Resolução Conjunta SMA/SES 03/92, de 04/10/92, atualizada pela Resolução SMA-SSE-02, de 19/02/2010, que só permite o bombeamento das águas do Rio Pinheiros para o Reservatório Billings para controle de cheias, reduzindo em 75% aproximadamente a energia produzida em Henry Borden. (adaptado do site oficial)

Primeira parte da visita, com a explicação de funcionamento do grupo gerador


Depois de recebermos o E.P.I.s houve uma explicação de como funciona uma turbina Pelton, com uma versão em miniatura, e algumas peças em tamanho natural, como algumas agulhas e pedaços de uma turbina para simulação.


Usina Externa


A mais antiga das usinas possui oito condutos forçados externos e uma casa de força convencional. A primeira unidade foi inaugurada em 1926, as demais instaladas até 1950, num total de oito grupo geradores, com capacidade instalada de 469MW.(fonte: site oficial)



Repare no detalhe da data no canto superior direito, 10-10-26, quando iniciou o funcionamento da turbina








Segundo conjunto gerador  de 07-04-27, 




Sala de controle da usina, único local com ar condicionado que passamos durante a visita




Aqui e possível ter uma ideia do tamanho das pás


Vista do terraço ao lado da sala de controle

Vista do caminho para a usina subterrânea
Da usina externa para ir ate a usina subterrânea a caminhada segue um trajeto bem razoável.


Usina Subterrânea


A Usina é composta de seis grupos geradores, instalados no interior do maciço rochoso da Serra do Mar, em uma caverna de 120 m de comprimento, 21 m de largura e 39 m de altura, cuja capacidade instalada é de 420MW.(fonte: site oficial)

Entrada da usina subterrânea, foi uma das partes que mais me impressionou

Para entrar na usina subterrânea passamos por um túnel, sendo que preservaram um trecho da escavação feita manualmente na década de  50, como pode ser visto na montagem acima.

Entrada de água para os conjuntos geradores da usina subterrânea

O primeiro grupo gerador entrou em operação em 1956. Cada gerador é movido por uma turbina Pelton acionada por quatro jatos d'água.(fonte: site oficial)






A parte superior dos seis grupos geradores da usina subterrânea


Se gostou e quer saber um pouco mais sobre a parte histórica da usina recomendo este vídeo, tem uma vídeo reportagem com o Goulart de Andrade (Vem comigo).
Ainda tem uma matéria em texto, infelizmente a parte de vídeo esta indisponível, mas com muitas informações, inclusive o email para marcar a visita, se preencher os requisitos estipulados.
Para ver no Open Street Map com mais detalhes.

Abaixo um vídeo criado e editado pelo Google Fotos a partir do álbum que enviei


quarta-feira, 24 de abril de 2019

Open Street Map - Aula na UFABC SBC

Banner da apresentação

No dia 15 de abril de 2019 a professora Flavia Feitosa convidou Thierry Jean e Peter Krauss para falar sobre o OpenStreetMap Brasil e criar uma conta para colaborar com o projeto, além de mostrar uma opção para o CEP (código de endereçamento postal). 
Aqui vai um pequeno resumo dessa aula de 2 horas, que pretendo utilizar os conhecimentos adquiridos em futuros projetos.

Thierry Jean mostrando como se cadastrar no Open Street Map para iniciar as edições

OpenStreetMap é um projeto de mapeamento colaborativo para criar um mapa livre e editável do mundo, inspirado por sites como o Wikipédia. Ele fornece dados gratuitos a centenas de sites, aplicações de celular e outros dispositivos.
Criado em 2004 por Steve Coast, um jovem estudante de física em Londres, o OpenStreetMap cresceu em comunidades de todo o planeta e com o apoio de empresas e governos, devido ao interesse comercial. Funciona com a licença ODbL, que eu não conhecia, e pretendo estudar mais sobre esse assunto.

Thierry Jean mostrando as opções de Geohash, latitude e longitude e PlusCode para o MASP

Se quiser colaborar mesmo não sabendo programar, existe uma vasta gama de aplicações complementares e integradas para produzir excelentes resultados em curto prazo. Algumas opções de aplicativos e sites para se aprofundar no assunto, e ainda contribuir com o aperfeiçoamento dos mapas com dados abertos.

Thierry Jean mostrando como exemplo para buscar placas de sinalização de trânsito no Mapillary

Mapillary
É um aplicativo de imagens no nível da rua, baseado na colaboração e visão computacional. Pode se usar o  celular que fotografa em intervalos determinados, além de permitir também subir imagens coletadas com sistemas de câmeras profissionais e carros como os do Google, é o caso da cidade de Amsterdam e o resultado é similar ao famoso Google Street View. A visão computacional é o reconhecimento de objetos nas imagens (atualmente 97 objetos) como postes, placas de trânsito, bicicletas, etc. Um exemplo de aplicação é procurar sinalização de trânsito como na foto acima. Aqui tem um breve vídeo explicando o funcionamento.


Outros Projetos Citados


Opção similar ao  Mapillary é o Open Street Cam, onde qualquer pessoa também pode contribuir adicionando imagens.
Humanitarian Open Street Map Team é um projeto que foi criado para  ajudar na época dos terremotos do Haiti, continua e um dos trabalhos recentes foi quando atuou em Brumadinho.



Aplicativos e sites focados em geoprocessamento colaborativos e em sua maioria de código aberto

OSM Hydrant é um projeto para mapear os hidrantes com suas características criado em Viena, Áustria, e um outro similar é o OpenFireMap, que mostra bombeiros, hospitais e postos de saúde.
Outros sites citados que valem a visita foram:
Field Papers,
Open Aerial Map,
Wikidata,
Open Street Browser.

Peter Krauss explicando como funcionam os diferentes tipos de coordenadas geográficas

A ideia do Peter Krauss é uma alternativa ao What  3 Words, Geohash, Plus Codes, e S 2, pode ser vista também como uma opção ao CEP (Código de Endereçamento Postal), que é propriedade dos Correios, essa proposta pode ser encontrada como expandindo o Geo URI (RFC 5870) para incorporar geocodes.
A apresentação foi gentilmente cedida pelo Thierry Jean, e pode ser baixada neste link, além de me indicar alguns outros links que compartilho abaixo:

Por que o mundo precisa do OpenStreetMap