segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Revista Pode crê!


Organizando minha coleção de revistas encontrei algumas raridades e entre elas as quatro primeiras edições da revista Pode crê!, que era feita pela Geledés com colaboradores do nível de KL Jay e DJ Hum.

É curioso acompanhar a variação de valor da revista que em dois anos passou por três moedas diferentes.











A primeira edição era de fevereiro/março de 1993 e custava Cr$ 35000,00 (Cruzeiros), com apenas 32 páginas, na capa estava Mano Brown, que nesta época era apenas Brown, do Racionais MC's em uma entrevista com 2 páginas, já outra página inteira com o colaborador KL Jay comentando sobre o grupo Arrested Development e tudo o que eles traziam de novo para o rap.

A maior matéria da revista foi sobre Malcolm X, com 4 páginas, ainda tem uma outra página inteira sobre o filme Malcolm X do Spike Lee que seria exibido no Brasil, seis meses depois da estréia nos Estados Unidos.

Tinha uma parte fixa da revista que se chamava perfil, e nesta primeira edição homenagearam o Mauricio Black Mad, que era o dono de uma das três maiores equipes de baile de São Paulo, a Black Mad.

Teve uma tiragem de 3000 exemplares, com exceção da capa, toda a revista é preto e branco.

Algumas das musicas gringas que estavam nos tops da revista eram Silky Slim - Sister Sister (Melô do Susto), C.M.W - Hood Take Me Under e Trilogy - Good Time.






A segunda edição foi de agosto/setembro de 1993 e custava CR$ 200,00 (Cruzeiro Real) já aumentava as páginas para 48, a tiragem também aumentou para 7000 exemplares, continuava toda preto e branco, exceto a capa e o poster da Luna.

Na capa o grupo Vítima Fatal ("Nem A Nem B Só se for D"), e 4 páginas de entrevista. No perfil da vez foi com Willian Zimbabwe

Uma matéria de 4 páginas com as Mulheres no Rap Nacional, destacando Sharylaine, Quettry, Luna, Cris (Lady Rap), Rose MC, e o grupo Tese Real.

Na coluna do KL Jay nesta edição é sobre Dr Dre.

Uma matéria de duas páginas do grupo Moleque de Rua , que cantava as músicas Herodes e O Sósia.

Algumas das músicas gringas que estavam nas listas da revista eram Bo$$ - DeeperShaquille O'Neal - What's Up Doc? (Can We Rock) ft. Fu-Schnickens e o clássico Naughty By Nature - Hip-Hop Horray.





A terceira edição já não informava o mês na capa, apenas o ano de 1994, e o valor já era de CR$ 1800,00 (Cruzeiro Real), já apresentava 2 páginas coloridas no meio para demonstrar aos interessados em anunciar na revista, e 48 páginas no total.  Infelizmente já não informava a tiragem no editorial como nas primeiras.                                                                                                                                                                                                                    Além da capa o Câmbio Negro teve 3 páginas de entrevista, na coluna do KL Jay era a vez do EPMD, e tinha uma matéria com a rainha guerreira Nzinga de 3 páginas, as matérias históricas da revista sempre tinham um pequeno box com as obras consultadas como referencias.    
No perfil desta edição foi com o Luizão da Chic Show com 2 páginas completas. Gabriel o Pensador também recebe matéria de página inteira.

Entre as músicas internacionais citadas nas paradas da revista estavam Dr. Dre - Let Me RideSnoop Dogg - Who Am I (What's My Name)? e Bloods & Crips - Steady dippin'.
 




A quarta edição também de 1994 e o valor de R$ 3,00 (Reais), com 48 páginas, sem informações da tiragem no editorial.

Na capa a dupla mais famosa do rap nacional Thaíde e DJ Hum, e 4 páginas de entrevista, lembrando que o DJ Hum também era um dos colaboradores da revista desde o primeiro número.

A revista ainda tinha uma matéria de 2 páginas com Bezerra da Silva, matéria de página inteira com a Rúbia do RPW, matéria de 4 páginas com N'krumah, matéria de página inteira sobre a versão nacional do Yo! MTV Rap com Primo Preto, 

Na última edição que tenho a parada internacional tinha entre outras as Warren G ft. Nate Dogg - Regulate, Public Enemy - Give It Up e KRS-One - Sound of da Police
                 



Se um dia der coragem quem sabe não escaneio as revistas e disponibilizo, pois são um registro do inicio dos anos 90 e como estava o rap neste período.

Tenho mais de 350 revistas sobre música que estou organizando e preparando alguns textos sobre estas publicações, especialmente da década de 90.

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